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O guia de Jujutsu para programar com agentesDeixe seus agentes de IA correrem soltos. Desfaça qualquer coisa, reescreva tudo.

Jujutsu ( jj ) é um sistema de controle de versões compatível com Git que traz snapshots automáticos, undo universal e uma reescrita do histórico tão segura quanto intuitiva. Este guia prático mostra a quem já usa Git como experimentar sem medo, se recuperar de qualquer erro e transformar alterações geradas por IA em um histórico limpo e fácil de revisar.

Por que este livro existe

Duas décadas com Git. Até que os agentes de IA me levaram ao Jujutsu.

Durante anos, nunca questionei o Git. Era simplesmente o que se usava. Não havia uma alternativa de verdade, e eu também nunca fui atrás de uma. Até que os agentes de IA para programação entraram no meu dia a dia e o ritmo mudou.

Os agentes geram, reescrevem e descartam grandes quantidades de código em minutos. O Git não acompanha esse ritmo. Perdi trabalho sem querer e não consegui recuperá-lo. Meus históricos ficaram tão emaranhados que não havia como reorganizá-los em algo que alguém tivesse vontade de revisar. Mais de uma vez, eu mesma estraguei o histórico ao recorrer a um comando do Git que só entendia pela metade.

Foi aí que encontrei o Jujutsu, baseado em um modelo diferente. Não há staging area: toda edição passa a fazer parte do histórico assim que você a faz. Qualquer operação pode ser desfeita. Voltar no histórico para editar um change anterior é tão corriqueiro quanto editar o arquivo à sua frente. Pela primeira vez em anos, consegui usar o controle de versões com tranquilidade.

Mas o Jujutsu tem um problema: a curva de aprendizado. Cansei de ver gente experimentar a ferramenta e acabar voltando ao Git em poucos dias. O modelo mental do Jujutsu não é o do Git, por isso uma tabela de equivalência de comandos não resolve. Se você apenas trocar cada comando do Git pelo equivalente em Jujutsu, nunca vai entender o que torna o Jujutsu melhor. Para aprender de verdade, é preciso um guia que comece pelos conceitos e mostre como aplicá-los em um fluxo real de desenvolvimento com agentes de IA. Ninguém tinha escrito um guia assim, então escrevi eu mesma.

Saída do jj log com um grafo de changes, mostrando change IDs, autores, datas e descrições

O que você vai aprender

  • Pense em changes e suas revisões, não em commits. O modelo não é o do Git e, quando a ficha cai, faz muito mais sentido.
  • Use o evolution log para consultar os estados anteriores de um change e o operation log para rastrear cada comando que você executou. Chega de fazer arqueologia no reflog.
  • Transforme montanhas de código gerado por IA em um histórico limpo e fácil de revisar.
  • Com workspaces, trabalhe em várias tarefas e com vários agentes de IA em paralelo.
  • Integre históricos sem medo: resolva conflitos de forma segura e inteligente com jj.
  • Publique seu trabalho no GitHub e continue colaborando normalmente com equipes que usam Git.
Sobre o estilo deste livro

O diálogo não é enfeite. É a forma como o livro ensina.

Juju-chu! é, do começo ao fim, um diálogo entre duas engenheiras: uma sênior que conhece Jujutsu a fundo e uma júnior que não para de perguntar por quê.

Quando uma dúvida surge na sua cabeça, é bem provável que a júnior faça exatamente a mesma pergunta. “Se você não controla quando os commits acontecem, o histórico não vira uma bagunça?” “Se eu editar um change anterior, não preciso fazer rebase de tudo o que vem depois?” Os mal-entendidos são desfeitos na hora, e os casos especiais entram na conversa em vez de ficarem escondidos em notas de rodapé.

Ensinar por meio do diálogo é uma prática tão antiga quanto o próprio ensino. Platão escreveu A República assim, os discípulos de Confúcio registraram os Analectos assim, e The Little Schemer segue esse caminho até hoje. No Japão, foi assim que minha série Riakuto! vendeu mais de 40 mil exemplares. Leia a amostra e veja se esse formato funciona para você.

Diálogo entre a engenheira sênior e a júnior, como aparece no livro

Visão geral dos capítulos

Capítulo 1

Que tipo de ferramenta é o Jujutsu?

O Git foi projetado para equipes humanas: escrever com cuidado, fazer staging, organizar e integrar. Este capítulo explora quais partes desse modelo começam a gerar atrito quando um agente escreve o código e você trabalha no ritmo da máquina.

Em seguida, vem a resposta do Jujutsu: snapshots automáticos, undo universal, conflitos de primeira classe e comandos intuitivos e fáceis de lembrar. Jujutsu foi feito para você começar bagunçado e arrumar depois — exatamente o que a era da IA precisa.

Capítulo 2

Vamos experimentar o Jujutsu

Depois da instalação e da configuração, você vai percorrer um fluxo completo de desenvolvimento com Jujutsu em um pequeno projeto: criar changes, ler e reescrever o histórico e fazer push do seu trabalho. Também conhecerá os três logs do Jujutsu: o log de revisões, o evolution log, que acompanha o histórico de um change, e o operation log, que registra as operações do repositório.

Depois vem o modelo mental que faz tudo se encaixar: o que são, de fato, os changes e os bookmarks, e por que trabalhar em branches anônimos é a norma no Jujutsu.

Capítulo 3

Fluxo de trabalho Jujutsu × IA na prática

Este capítulo mostra como configurar Claude Code e Codex CLI para que usem Jujutsu em vez de Git e, principalmente, para que trabalhem de acordo com o modelo mental do Jujutsu, em vez de apenas traduzir comandos do Git.

Depois, você colocará essa configuração em prática com Claude Code. O agente organiza o trabalho em changes com sentido, faz push e abre um PR. Você também dará a ele, de propósito, tarefas misturadas e aprenderá a reorganizar o resultado em um histórico limpo. Por fim, executará várias sessões de agentes em workspaces paralelos e integrará os resultados.

Capítulo 4

Técnicas avançadas de Jujutsu

Comece com revsets e filesets, as linguagens de consulta para selecionar exatamente as revisões e os arquivos que você quer. Depois, conheça três comandos avançados: jj absorb, que envia correções aos changes a que pertencem, e os mais recentes jj arrange e jj bookmark advance.

A partir daí, você aprenderá a executar suas próprias tarefas de verificação antes do push e a reduzir a resolução manual de conflitos com Mergiraf e Weave. Também conhecerá duas interfaces para Jujutsu: jjui e JJ View.

Capítulo 5

Guia de solução de problemas do Jujutsu

As perguntas frequentes respondem às dúvidas de quem vem do Git: por que não há comandos merge ou pull, como fazer o equivalente a cherry-pick, como manter arquivos temporários fora do histórico e se o Jujutsu é só um wrapper do Git.

Depois vêm os problemas que travam você: um push comum que se torna um force push sem aviso, um erro “working copy is stale”, um change que ganha uma anotação “divergent” e o working-copy commit que vai parar em outro lugar depois de você fazer merge de um PR e fetch do resultado.

Arquivos de configuração gratuitos: faça seu agente de IA usar Jujutsu em vez de Git

Para quem é este livro (e para quem não é)

Você vai tirar o máximo proveito de Juju-chu! se:

  • Seu agente de IA escreve a maior parte do código, e parar para fazer staging e organizar cada leva de alterações no Git parece um atrito desnecessário.
  • Você já perdeu trabalho e não conseguiu recuperá-lo, seja por um git reset --hard acidental, por um stash esquecido ou por um comando do Git que seu agente executou por conta própria.
  • Organizar diffs enormes gerados por IA é trabalhoso, e, quando algo dá errado, o Git tem comandos e casos especiais demais para você guardar na cabeça.
  • Você ainda prende a respiração ao fazer rebase no Git, com medo de que um conflito vire uma bagunça ou de que um passo em falso estrague o histórico.
  • Você tem curiosidade sobre Jujutsu, mas quer entender como ele funciona de verdade e como encaixá-lo no desenvolvimento diário com IA, não apenas decorar uma lista de comandos.

Este livro provavelmente não é para você se:

  • Você nunca usou Git nem GitHub. O livro parte do princípio de que você já sabe usar Git e parte daí.
  • Você domina reflog e o rebase interativo e sente que seu fluxo de trabalho com Git não tem nenhum atrito.
  • Você não usa agentes de IA para programação. O livro se concentra no cenário em que Jujutsu mais se destaca: o desenvolvimento com agentes de IA. Por isso, algumas partes podem não fazer tanto sentido para você.
Yuka Ooka
Sobre a autora

Escrito por Yuka Ooka

Yuka Ooka é engenheira de software japonesa e autora de livros técnicos. Sua série sobre React + TypeScript, Riakuto! (りあクト!), já vendeu mais de 40 mil exemplares.

Trabalhou na Rakuten e em outras empresas japonesas, passando de PHP a Ruby on Rails e depois a React, com uma passagem como product manager de um serviço de vagas. Em 2016, voltou a trabalhar como freelancer, foi uma das primeiras pessoas a adotar React no Japão e passou a atender clientes como especialista em React. A experiência de ensinar novos engenheiros nessas equipes deu origem a Riakuto!.

Seu livro mais recente, Juju-chu!, é o primeiro do mundo dedicado ao sistema de controle de versões Jujutsu e ao uso dele com agentes de IA para programação, como Claude Code.

Conheça a história completa

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Perguntas frequentes

Preciso ter experiência com Jujutsu?

Não. O livro começa pela instalação e avança a partir daí, sem pressupor conhecimento prévio. Kanae, a engenheira júnior do diálogo, também nunca usou Jujutsu, então você aprende junto com ela.

Mas ele não é só para quem nunca usou Jujutsu. Se você já experimentou a ferramenta e desistiu por causa da diferença entre os modelos mentais do Git e do Jujutsu, o livro dedica bastante atenção a fechar essa lacuna: o que é um change de verdade, por que commit IDs mudam enquanto change IDs permanecem e onde seus instintos do Git podem enganar você.

Preciso saber Git?

Sim — esse é o único pré-requisito. Juju-chu! pressupõe que você já usa Git no dia a dia: clona repositórios, cria branches, faz commits, faz push e abre pull requests. Boa parte do livro explica Jujutsu por meio de comparações com Git, então elas só fazem sentido se você já tiver essa base.

O que você não precisa é dominar Git. Se reflog é um mistério e rebase interativo dá um frio na barriga, este livro foi escrito para você.

Preciso fazer toda a equipe abandonar o Git?

Não. O Jujutsu trabalha diretamente com um repositório Git existente, então você pode adotá-lo em um projeto sem mexer na configuração de mais ninguém. O que vai para o GitHub são commits comuns do Git: sua equipe continua usando Git e revisando seus pull requests como sempre, sem precisar saber que você mudou de ferramenta.

Isso torna o Jujutsu uma opção de risco excepcionalmente baixo para experimentar. A decisão é só sua e é reversível. O repositório Git continua no mesmo lugar enquanto você trabalha com Jujutsu, então você pode recorrer a um comando git sempre que precisar.

Preciso usar Claude Code ou Codex?

Não. O livro usa Claude Code e Codex CLI nos exemplos práticos, mas nada do que ensina sobre Jujutsu depende especificamente dessas ferramentas.

A configuração do Codex se baseia em AGENTS.md e skills — convenções abertas que Cursor, OpenCode e outros agentes também leem. Por isso, as regras e instruções do livro podem ser adaptadas com pouco mais que uma mudança de nome de arquivo. O que você aprende é como ensinar um agente a usar Jujutsu em vez de Git, e isso vale de uma ferramenta para outra.

Qual versão do Jujutsu o livro aborda?

A versão 0.45.1 do Jujutsu, lançada em setembro de 2026. Todos os recursos e limitações descritos no livro se referem a essa versão.

O Jujutsu ainda não chegou à versão 1.0 e evolui rapidamente, então alguns detalhes inevitavelmente vão mudar. Mas o livro vai além dos comandos: explora a filosofia de design, o modelo mental e como aplicar ambos à programação com IA. Essas são as partes mais difíceis de captar só pelas notas de versão e devem continuar úteis por muito tempo.

O livro vai receber atualizações?

Sim, dentro de certos limites. Se uma mudança no Jujutsu tornar as instruções do livro incorretas, vou revisar as seções afetadas. Também vou corrigir erros e reescrever o que puder ser explicado melhor.

Este é um livro concluído, não uma referência em expansão contínua. As atualizações mantêm o conteúdo existente correto; não vão acompanhar cada novo recurso do Jujutsu nem reorganizar o livro.

Quem compra na Leanpub recebe essas atualizações sem custo adicional, e a plataforma envia um e-mail por padrão quando sai uma nova versão. A Amazon não avisa, e a biblioteca Kindle não informa se existe um arquivo mais recente. Por isso, a única forma confiável de obtê-lo é remover o livro e baixá-lo novamente. A edição de capa comum é impressa sob demanda, então as revisões chegam aos exemplares impressos após a atualização.

Qual edição é a melhor para mim?

PDF e EPUB (Leanpub) — diagramação cuidadosa, fontes incorporadas e nenhum DRM. O PDF preserva o projeto gráfico de cada página, enquanto o EPUB adapta o texto a telas menores sem abrir mão da tipografia do livro. Se você valoriza a apresentação e a leitura de um livro técnico, ou quer guardar os arquivos fora do alcance da Amazon, esta é a opção ideal.

Kindle (Amazon) — a escolha certa se você já costuma ler no aplicativo ou nos dispositivos Kindle. O texto se adapta à tela, embora parte da tipografia original inevitavelmente se perca.

Capa comum (Amazon) — 15 × 23 cm, 169 páginas e a única forma de ter Juju-chu! impresso. Para compras no Brasil, o link leva à Amazon.com, pois a Amazon.com.br não vende esta edição impressa.

Se quiser conhecer o livro antes de decidir, há uma amostra gratuita de 46 páginas. O botão no topo desta página abre a amostra aqui mesmo, sem precisar baixar o arquivo.

E, se quiser saber qual compra me apoia mais diretamente: recebo uma parcela um pouco maior de uma venda na Leanpub do que de uma venda no Kindle. Compre onde for melhor para você, mas, se estiver em dúvida, esse pode ser o critério de desempate.